sábado, 14 de abril de 2012

Seu direito termina onde começa o direito do outro.

Essa frase me marcou muito. Não me lembro bem onde via uma placa com esses dizeres, mas eu era criança e foi uma das primeiras coisas que me lembro de ter lido por aí, em uma casa de comércio, enquanto aguardava minha mãe fazer compras. Talvez fosse um açougue. Era uma dessas placas que os comerciantes prendem na parede e, provavelmente, ao lado dela deveria ter alguma outra informando aos clientes que ali, não se vende fiado.

Lembro também de ter ficado pensando sobre ela um bom tempo e no fim, até hoje ela ainda está presente em meus pensamentos.

E está presente cada vez mais, todo dia em que, estando em minha casa, não tenho a oportunidade (o direito?) de descansar porque outras pessoas querem se divertir e, para isso, precisam fazer barulho. Muito barulho... não, ainda não deu pra convencer: MUITO barulho MESMO.

Aqui perto o problema é um posto de gasolina. Estranho um posto de gasolina, algo tão necessário atualmente, ser problema pra alguém. Mas, desde que esses estabelecimentos foram transformados em ponto de encontro da moçada, eles também tornaram-se um problema em potencial, quando as pessoas passaram a não ter mais conhecimento (ou respeito) pela frase lá do açougue. O som dos carros está cada vez mais potente e vai muito além do perímetro de diversão dessas pessoas.

Mas não são apenas os postos de gasolina o problema. Qualquer lugar pode virar ponto de encontro e causar transtornos para os moradores das proximidades.

O que muito me admira é a falta de ação das pessoas incomodadas! Muitas não fazem nada e as que tentam fazer, não encontram meios para se defender. Não tão facilmente, pelo menos. As autoridades parecem olhar com descaso para esse problema que é tão comum. Muitas cidades estão tomando providências: instalam placas pela cidade avisando que não é permitido som alto, multam e ficam em cima para evitar que o problema aconteça, elaboram leis municipais mais rígidas. Ainda assim, em algumas cidades o problema ainda não está controlado. Um exemplo é Barra Bonita, interior de São Paulo. Ao passear pelas ruas da cidade é possível visualizar várias placas que alertam que o som alto não é permitido, segundo a Lei 9503/97. Perguntamos para uma comerciante como estava sendo a ação para fazer cumprir o que estava informado nas placas e ela disse que a situação melhorou, mas que ainda não resolveu totalmente.

O que se faz necessário ressaltar é que tomar medidas para conter o barulho, não é suficiente. O problema precisa ser eliminado. Depois que seu sono já foi interrompido, ainda que o barulho cesse, seu descanso já acabou. Se é algo que acontece de vez em quando, você volta a dormir e não pensa mais nisso. Porém, quando isso acontece várias vezes na semana, começa a se tornar um problema para sua saúde física e mental.

Esse é apenas o primeiro passo do que parece ser uma longa caminhada. Mas se faz extremamente necessário tomar uma atitude drástica para solucionar esse problema tão sério que é o de uma pessoa não ter oportunidade de descansar, após um dia de trabalho.

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